Sou enfermeira, nordestina do alto sertão paraibano, vim assumir concurso público nesta capital no segundo semestre de 2018; infelizmente estamos no século XXI e ainda não teve tamanha evolução, nos aspectos sociais e culturais presentes em alguns servidores públicos estadual e/ou colaboradores FUNPAR, apesar de gostar deste Estado.
Compartilho com vocês leitores a triste realidade de um sistema de saúde – SESA, corporativismo, gerido por pessoas que realizam assédios morais, raciais, culturais e xenofobia. Principalmente em relação aos gestores da Saúde que estão a décadas no poder.
Logo que assumi o concurso no 2º semestre do ano de 2018, já passei por um processo administrativo, pelos gestores do Complexo Hospitalar do Trabalhador - CHT, por acusações essas que não tiveram prova e sim falácias diante dos depoimentos.
Em 2020 a 2022 vários assédios recorrentes, pelos gestores do HEMEPAR - Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná. Ao retornar para o CHT - HR, assédios constantes pelos gestores, chegando a me colocar a trabalhar 08h diárias, para perder o vínculo com a FEAS - Prefeitura de Curitiba, na época prestava serviço no SAMU.
Em 21/03/2023, ao pegar a cadeira do meu consultório, que estava consultório do médico Urologista, não me permitia à retirada da cadeira, fui agredida dentro do consultório dele por ofensa à integridade corporal e à saúde (agressão física e verbal), como também dentro do meu consultório, na presença do paciente e de uma Tec. Enfermagem. Os gestores do Hospital Reabilitação - HR chegaram correndo no consultório médico para atender ao suposto médico e minha chefia imediata ignorando o meu chamado.
Prevalecendo o poder Institucional e a cultura machista, ignorando a agressão física e verbal a uma mulher no ambiente de trabalho.
Laudo do IML positivo para agressão, médico é réu confesso, aguardando julgamento. Porém, estou passando por um processo administrativo com acusações caluniosas, defendem o médico, calúnias essas que estão sendo apuradas pelo Inquérito Policial.
O Chefe do RH – SESA, como também o Advogado do Secretário de Saúde, tem conhecimento dos fatos e nada fizeram diante dos gestores do CHT/HR que estão a décadas, no sistema de assédios aos servidores.
Peço, encarecidamente, que publiquem essa notícia, para que chegue até o Governador e os Deputados afim de que tomem alguma atitude. Como também para a população ter conhecimento, que uma enfermeira foi agredida fisicamente dentro do Hospital Reabilitação do Complexo Hospital do Trabalhador – CHT/HR e ainda punida com um processo administrativo.
Att,
Leiliane Afonso de Carvalho
(Sou Mestre em Saúde Pública, Residência em Enfermagem Cirúrgica pelo Hospital de Base de Brasília, Pós graduada em: UTI, Gestão em qualidade da saúde e acreditarão hospitalar, Dermatologia, Tratamento de feridas, etc.:)